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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Homem que Tentou Matar Deus



"NÃO HÁ VERDADES ABSOLUTAS" ( Nietzsche)
O filósofo da morte de Deus

Um dos ateus mais vividos e convincentes de todos os tempos (1814 – 1900).
Sua rejeição a Deus foi instintiva e incisiva. Com a negação de Deus, Nietzsche negou todo valor objetivo baseado nele. Logo sua visão é uma forma de NIILISMO. Apesar de ter sido criado no lar de um pastor luterano, reagiu violentamente contra seu treinamento religioso. Sua mãe, tia e irmãs o criaram desde a morte de seu pai.

O mito de Deus. Nietzsche baseou sua crença de que Deus jamais existiu em vários pontos (Além do bem e do mal, p. 23). Ele argumentou que o ­Deus do teísta deveria ser autocausado, o que é impossível. O mal no mundo eliminaria ainda mais o Criador benevolente. Nietzsche julgou que a crença em Deus era psicológica. Nietzsche exortou:

Rogo-vos meus irmãos, permanecei fiéis à terra, e não creiais naqueles que vos falam de esperanças de outros mundos!”. Acrescentou:

No passado o pecado contra Deus era o maior pecado; mas esses pecadores morreram com ele. Agora pecar contra a terra é a coisa mais terrível (Assim falava Zaratustra, p. 125)

Acreditava que o mito “Deus” já havia sido importante. Foi o modelo pelo qual a Europa Medieval e da Reforma baseou sua vida. Essa cultura, estava em decadência. A modernidade havia alcançado a humanidade da presente época, que não podia mais acreditar em Deus. “Deus está morto!” clamou Nietzsche. A humanidade moderna precisa enterrar Deus e continuar.

O mundo. Já que Deus não existe, só existe o mun­do. A matéria está em movimento e a vida se move em ciclos. O mundo é ilusão. Não há Deus ao qual devamos ser fiéis. Logo cada pessoa é exortada a “permanecer fiel á terra”. Pois Nietzsche via Deus “como a declaração de guerra contra a vida, contra a natureza [...] a deificação do nada, a vontade do nada considerado santo” (ibid., p. 92-4).

História e destino. A história humana, como o destino humano, é cíclica. Nietzsche rejeitou qual­quer noção cristã da história dotada de objetivo ou de um eschaton a favor da recorrência cíclica de estilo oriental. A história não caminha a lugar al­gum. Não há objetivos finais para alcançar, nenhum paraíso a reconquistar. Há apenas a vida individual para viver pela coragem e criatividade. A humani­dade cria seu destino aqui, e não há pós-vida —exceto a eterna recorrência da mesma situação. Os super-homens são os gênios que formam o destino. “Eles dizem: ‘Assim será!’ Determinam o ‘se’ e o ‘para que fim’ da humanidade [...] Seu saber é seu criar” (Além do bem e do mal, p. 18-9).

Ética. A percepção chocante da morte de Deus levou Nietzsche à conclusão de que todos os valores e absolutos baseados em Deus também estavam mortos. Logo, Nietzsche rejeitava todos os valores judaico-cristãos tradicionais de maneira quase violenta. Nietzsche questionou até princípios gerais, tais como “não ferir outro homem” (Além do bem e do mal, p. 186-7). Ridicularizou o princípio cristão de amor: “Por que, seus idiotas [...] Que tal Louvar aquele que sacrifica a si mesmo?”’ (ibid., p. 220). Na verdade, o cristianismo “é a maior de todas as corrupções imagináveis [...] eu o denomino mancha imortal da humanidade (O anticristo, p. 230).

No lugar dos valores cristãos tradicionais, propôs que as pessoas modernas fossem “além do bem e do mal”. Sugeriu a transavaliação que rejeitaria as virtudes “suaves” e femininas do amor e da humildade e se apoderaria das virtudes “duras” e masculinas da se­veridade e da desconfiança (Além do bem e do mal, toda a obra).

Seres humanos. Não há pós-vida, então tudo o que a pessoa puder fazer para superar os limites da mortalidade pessoal é desejar a recorrência eterna da mes­ma situação Isto é, deve desejar vol­tar e viver a mesma vida vez após vez. Já que não há Deus e não há valores objetivos para descobrir, a raça humana deve criar os próprios valores.A falta de sen­tido e conteúdo da vida deve ser superada. Os que a superam são “super-homens”.
Avaliação. Todos os ateus compartilham os elementos básicos da posição de Nietzsche. Sua alegação de que nenhum Deus existe é refutada por forte evidencia da existência de Deus. As objeções a esses argumentos são respondidas de modo satisfatório. Como acontece com o ponto de vista de Freud, a posição de Nietzsche de que Deus é uma ilusão é infundada. Seu relativismo moral não pode resistir a força lógica do absolutismo moral. Tanto a visão materialista do universo quanto sua eternidade são contrárias a bons argumentos científicos e filosóficos.

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